{"id":243,"date":"2022-10-07T17:30:41","date_gmt":"2022-10-07T20:30:41","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalnoticiasdopais.com.br\/?p=243"},"modified":"2022-10-07T17:39:29","modified_gmt":"2022-10-07T20:39:29","slug":"academia-mineira-de-letras-apresenta-exposicao-cartografia-imaginaria-rua-da-bahia-e-o-lancamento-do-livro-sobre-o-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalnoticiasdopais.com.br\/index.php\/2022\/10\/07\/academia-mineira-de-letras-apresenta-exposicao-cartografia-imaginaria-rua-da-bahia-e-o-lancamento-do-livro-sobre-o-rio\/","title":{"rendered":"Academia Mineira de Letras apresenta exposi\u00e7\u00e3o \u201cCartografia Imagin\u00e1ria: Rua da Bahia\u201d e o lan\u00e7amento do livro \u201cSobre o Rio\u201d"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><strong>Cartografia Imagin\u00e1ria &#8211; Bruna Brandao.<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><strong><em>Abertura da exposi\u00e7\u00e3o, com curadoria de Marconi Drummond e Maur\u00edcio Meirelles, e o lan\u00e7amento do livro de Isabela Prado ser\u00e3o dia 8\/10<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No tra\u00e7ado de uma nova e moderna cidade, Belo Horizonte nasceu como se seu mapa fosse um grande tabuleiro de xadrez e a Rua da Bahia ganhou posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, ligando pontos importantes da capital planejada. N\u00e3o \u00e0 toa, ela se consolidou como parte essencial da vida de quem por aqui passou e \u00e9 isso que a exposi\u00e7\u00e3o \u201cCartografia Imagin\u00e1ria: Rua da Bahia\u201d traz para o p\u00fablico. A mostra, que ser\u00e1 inaugurada dia 8 de outubro na Academia Mineira de Letras, tem curadoria de Marconi Drummond e Maur\u00edcio Meirelles e re\u00fane literatura, artes visuais, arquitetura, hist\u00f3ria urbana e escritas sobre a cidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tamb\u00e9m no dia 8 de outubro, a partir das 10h, acontece o lan\u00e7amento do livro \u201cSobre o Rio\u201d, de autoria da artista e professora Isabela Prado, que aborda interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica sobre os c\u00f3rregos existentes debaixo das ruas de Belo Horizonte. O evento, aberto ao p\u00fablico, contar\u00e1 tamb\u00e9m com um bate-papo, com media\u00e7\u00e3o de Janaina Melo, e a participa\u00e7\u00e3o de Michele Arroyo e Roberto Monte-M\u00f3r, que contribuem com textos para o livro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A exposi\u00e7\u00e3o acontece no \u00e2mbito do projeto Rua da Bahia: Cartografias Liter\u00e1rias n\u00famero: 2018.12.0089, Fundo Estadual de Cultura com a parceria do Festival Verbo Gentileza, apoio do SESC PALLADIUM, da Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos da AML- AMIGOS e da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Minas Gerais- ACMinas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA cidade \u00e9 um territ\u00f3rio de mem\u00f3rias e de afetos. Com a Rua da Bahia, n\u00e3o \u00e9 diferente. Ela guarda muitas hist\u00f3rias e \u00e9 uma das vias urbanas mais celebradas pela Literatura feita em Minas. A exposi\u00e7\u00e3o que ora temos a alegria de inaugurar recria algumas dessas narrativas, reativando a presen\u00e7a de personalidades que marcaram \u00e9poca e de lugares importantes na trajet\u00f3ria cultural da capital. Vale a pena embarcar nesse passeio pelo tempo. A curadoria de Marconi Drummond e de Maur\u00edcio Meirelles resultou numa mostra de alt\u00edssimo n\u00edvel, que merece ser apreciada\u201d, comenta o presidente da Academia Mineira de Letras, Rog\u00e9rio Tavares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">EXPOSI\u00c7\u00c3O \u201cCARTOGRAFIA IMAGIN\u00c1RIA: RUA DA BAHIA\u201d, COM CURADORIA DE MARCONI DRUMMOND E MAUR\u00cdCIO MEIRELLES<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A mostra prop\u00f5e um olhar contempor\u00e2neo sobre a hist\u00f3ria liter\u00e1ria e urbana da Rua da Bahia. Tomando a via como personagem, a inten\u00e7\u00e3o dos curadores do projeto \u00e9 investigar e narrar a trajet\u00f3ria da constru\u00e7\u00e3o material e simb\u00f3lica da Rua da Bahia ao longo do tempo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O p\u00fablico \u00e9 convidado a percorrer diversas temporalidades dessa rua que \u00e9 o principal \u201cterrit\u00f3rio liter\u00e1rio\u201d da cidade: o Bar do Ponto, a Livraria Francisco Alves, o Caf\u00e9 Estrela, locais onde se reunia a gera\u00e7\u00e3o modernista de Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava e Em\u00edlio Moura; o Grande Hotel, que hospedou, em 1924, a c\u00e9lebre \u201cCaravana Paulista\u201d de M\u00e1rio e Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral; os bares do Edif\u00edcio Maletta, palco da Poesia Marginal e das publica\u00e7\u00f5es independentes, nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980; os baixios do viaduto Santa Tereza, que abrigam, atualmente, o movimento Hip Hop dos MC\u2019s \u2013 s\u00e3o m\u00faltiplas as geografias liter\u00e1rias e as dimens\u00f5es culturais da Rua da Bahia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cNenhuma rua em Belo Horizonte carrega tanto significado quanto a da Bahia. Ao revisitar tantos cl\u00e1ssicos da literatura brasileira e a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da cidade, \u00e9 natural parafrasear Pedro Nava e dizer que todos os caminhos levam \u00e0 Rua da Bahia. Importantes momentos da vida cultural de Belo Horizonte e do pa\u00eds aconteceram \u2013 e continuam acontecendo \u2013 ali: \u00e9 como se o tempo criasse uma linha que parece infinita para quem a percorre com sensibilidade: a Rua da Bahia continua se transformando e sendo ponto de encontro de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es\u201d, destaca Marconi Drummond.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Organizada em torno de dez n\u00facleos expositivos que dialogam entre si, a exposi\u00e7\u00e3o percorre a via e suas cercanias, desde o Ribeir\u00e3o Arrudas at\u00e9 a Pra\u00e7a da Liberdade. Antes de adotar um conceito linear e tem\u00e1tico, a estrutura da exposi\u00e7\u00e3o toma a Rua da Bahia como s\u00edntese das ideias de \u201ccidade alta\u201d \u2013 diurna e solar, ligada ao poder e \u00e0s regras sociais \u2013 e \u201ccidade baixa\u201d \u2013 noturna e profana, ligada ao corpo e suas pr\u00e1ticas: os dois focos de uma elipse cujo ponto de partida \u00e9 tamb\u00e9m o de chegada, na bela imagem-met\u00e1fora criada pelo professor Jo\u00e3o Antonio de Paula para se referir \u00e0 Rua da Bahia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cSe a literatura produzida sobre a capital mineira tivesse uma cartografia, certamente a Rua da Bahia seria seu eixo principal. Foi a partir dessa ideia que criamos a exposi\u00e7\u00e3o, de modo que o \u201cmapeamento liter\u00e1rio\u201d da cidade, feito por sucessivas gera\u00e7\u00f5es de narradores, permita ao p\u00fablico investigar sua pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o com esse territ\u00f3rio cultural de Belo Horizonte\u201d, completa Maur\u00edcio Meirelles.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A mostra tamb\u00e9m conversa com a exposi\u00e7\u00e3o \u201cCartografia Imagin\u00e1ria: a cidade e suas escritas\u201d, realizada na Galeria GTO do SESC PALLADIUM, em 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Um passeio pela Rua da Bahia: 10 n\u00facleos expositivos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Uma Rua al\u00e9m da rua: simples reta urbana no projeto de Belo Horizonte, indistinta das demais ruas que lhe s\u00e3o paralelas, a Rua da Bahia ganhou, por meio da literatura, uma dimens\u00e3o afetiva e po\u00e9tica que transcende seus limites f\u00edsicos, ou, nos dizeres de Pedro Nava: \u201cDa rua da Bahia partiam vias para os fundos do fim do mundo, para os tramontes dos acabaminas [&#8230;], c\u00edrculo infinito&#8230;\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Um rio (in)vis\u00edvel: Eixo hist\u00f3rico de liga\u00e7\u00e3o entre a antiga Avenida do Com\u00e9rcio e a Pra\u00e7a da Liberdade, a Rua da Bahia conecta tamb\u00e9m dois territ\u00f3rios simb\u00f3lico-afetivos bastante distintos: em cima, a cidade diurna e solar, ligada ao poder, \u00e0s regras sociais, \u00e0quilo que se quer mostrar; embaixo, a Belo Horizonte noturna e profana, ligada ao corpo e sua fisiologia, \u00e0quilo que se quer esconder.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Descer: \u201c[o] quadril\u00e1tero da zona [&#8230;], vasta \u00e1rea de doze quarteir\u00f5es de casas. A partir da crista de Caet\u00e9s, as ruas ladeiravam at\u00e9 despencarem no Arrudas. [&#8230;] da\u00ed o<br \/>\nsignificado especial de descer dado pelos belorizontinos \u00e0 a\u00e7\u00e3o de ir \u00e0 zona, \u00e0 patuscada, \u00e0 farra, ao cabar\u00e9 l\u00e1 embaixo [&#8230;]\u201d \u2013 Pedro Nava, em \u201cBeira-mar\u201d, nos conta sobre as pr\u00e1ticas do corpo que, perdurando at\u00e9 os dias atuais, levaram \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um territ\u00f3rio liter\u00e1rio conectado ao desejo e ao desregramento dos sentidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Um arco no tempo: Contempor\u00e2neo do famoso poema de Carlos Drummond de Andrade \u201cUma pedra no caminho\u201d \u2013 publicado na \u201cRevista de Antropofagia\u201d, em 1928 \u2013, o viaduto Santa Tereza trouxe ares modernos \u00e0 capital. Nove d\u00e9cadas depois, \u00e9 a vez de os MC\u2019s se apropriarem do lugar. Mas, ao contr\u00e1rio do poeta \u2013 que atravessava o viaduto caminhando sobre um dos arcos laterais \u2013, a nova gera\u00e7\u00e3o vai se interessar pela parte inferior do Santa Tereza: uma ocupa\u00e7\u00e3o criativa e pol\u00edtica dos baixios da cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Geografia mutilada: Principal \u00e1rea verde do plano original de Belo Horizonte, o Parque Municipal teve sua \u00e1rea reduzida em cerca de setenta por cento, consequ\u00eancia das transforma\u00e7\u00f5es urbanas que o fragmentaram ao longo do tempo. Se, por um lado, a atual configura\u00e7\u00e3o do parque \u00e9 quase um vest\u00edgio de sua forma inicial, o lugar \u00e9 sede de narrativas e manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que, ao longo da hist\u00f3ria da cidade, o constitu\u00edram num vasto territ\u00f3rio simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Peri\u00f3dicos: pr\u00e1tica da vanguarda: Servindo \u00e0 difus\u00e3o de ideias e pr\u00e1ticas de sucessivas gera\u00e7\u00f5es de escritores e artistas, as revistas de literatura e arte editadas em Belo Horizonte sempre contribu\u00edram para a renova\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio cultural no Brasil: desde os anos 1920, com \u201cA Revista\u201d \u2013 porta-voz da gera\u00e7\u00e3o de Carlos Drummond de Andrade \u2013, passando pelas publica\u00e7\u00f5es das d\u00e9cadas de 1940 e 50 \u2013 a literatura em di\u00e1logo com outras \u00e1reas art\u00edsticas \u2013, at\u00e9 as publica\u00e7\u00f5es atuais, os peri\u00f3dicos criaram uma verdadeira tradi\u00e7\u00e3o editorial entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Grande Hotel Maletta: Em 1924, a vinda a Belo Horizonte da \u201cCaravana Paulista\u201d, formada pelos modernistas Oswald e M\u00e1rio de Andrade, Tarsila do Amaral e outros iria influenciar decisivamente a gera\u00e7\u00e3o de Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava e Em\u00edlio Moura. O impacto desse evento no imagin\u00e1rio local \u00e9 tamanho que, cinco d\u00e9cadas depois, os movimentos liter\u00e1rios que marcaram a cidade nos anos 1970 e 1980 surgiram no lugar onde, antes, havia o Grande Hotel de Belo Horizonte: os bares<br \/>\ndo Conjunto Arc\u00e2ngelo Maletta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Cartografia sentimental:\u00a0 Em \u201cBeira-mar\u201d, Pedro Nava percorre, quase sessenta anos depois, o principal territ\u00f3rio de seus anos de forma\u00e7\u00e3o, vividos em Belo Horizonte na d\u00e9cada de 1920: a regi\u00e3o do Bar do Ponto. Mais do que mapear literariamente lugares h\u00e1 muito desaparecidos, o autor reconstr\u00f3i, com a for\u00e7a de sua prosa po\u00e9tica, os lugares vividos pelos \u201cjovens futuristas\u201d \u2013 como sua gera\u00e7\u00e3o era chamada \u2013, compondo, atrav\u00e9s da mem\u00f3ria afetiva, uma cartografia sentimental da Rua da Bahia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Modernidade no Horizonte: Durante sua breve estada na capital de Minas Gerais, em 1924, M\u00e1rio de Andrade escreve o c\u00e9lebre poema \u201cNoturno de Belo Horizonte\u201d. A partir do encontro entre o modernista e Carlos Drummond de Andrade, inicia-se uma intensa troca de correspond\u00eancias entre os dois autores, que iria durar at\u00e9 o final da vida do escritor paulista. Influenciado pelas ideias gestadas na Semana de 22, trazidas a Minas pela \u201cCaravana Paulista\u201d, o poeta itabirano escreve, em 1928, o famoso poema \u201cUma pedra no Caminho\u201d, que simbolizaria, no plano liter\u00e1rio, a entrada de Belo Horizonte na modernidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os dois focos da elipse: Ligando a cidade diurna, relacionada ao Poder, \u00e0 cidade noturna e profana, a Rua da Bahia pode ser vista como o eixo maior de uma elipse \u2013 figura geom\u00e9trica din\u00e2mica, gerada a partir de um duplo centro \u2013 cujos focos seriam a Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o e a Pra\u00e7a da Liberdade. Esse n\u00facleo encerra a exposi\u00e7\u00e3o, reconectando-se poeticamente, no entanto, ao n\u00facleo de abertura: afinal a Rua da Bahia \u00e9 o \u201cc\u00edrculo infinito&#8230;\u201d de que nos fala Pedro Nava.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">LIVRO \u201cSOBRE O RIO\u201d, DE ISABELA PRADO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;Sobre o rio&#8221; trata-se de uma interven\u00e7\u00e3o urbana permanente nas ruas de Belo Horizonte, em que a artista inseriu aproximadamente 230 placas de esquina dentro do per\u00edmetro da Avenida do Contorno, indicando a presen\u00e7a de c\u00f3rregos canalizados que subterraneamente percorrem suas ruas: Leit\u00e3o, Serra, Acaba-Mundo, Mendon\u00e7a, Zool\u00f3gico, Barro Preto e Afluente Serra, todos integrantes da Bacia do Ribeir\u00e3o Arrudas. O trabalho de\u00a0Isabela\u00a0Prado\u00a0convida a refletir criticamente, a partir de um olhar sens\u00edvel, para a din\u00e2mica h\u00eddrica e hidrogr\u00e1fica na cidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com o apoio da Lei Municipal de Incentivo \u00e0 Cultura de Belo Horizonte e de 360 apoiadores de uma\u00a0campanha de financiamento coletivo realizada no final de 2021, a publica\u00e7\u00e3o apresenta os processos de cria\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o e diferentes registros da obra\u00a0Sobre o rio, reunindo contribui\u00e7\u00f5es de diversos autores. Em\u00a0Sobre o rio, a arte contempor\u00e2nea tem o papel de provocar uma reflex\u00e3o acerca da cidade, em di\u00e1logo com outras \u00e1reas, como o meio ambiente, o patrim\u00f4nio, e o urbanismo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue (portugu\u00eas e ingl\u00eas) traz textos in\u00e9ditos de\u00a0Michele Arroyo, Alessandro Borsagli, Josu\u00e9 Mattos, Roberto Lu\u00eds Monte-M\u00f3r e Guilherme Wisnik, al\u00e9m de uma entrevista realizada pelos curadores\u00a0Clarissa Diniz e Josu\u00e9 Mattos\u00a0com a artista\u00a0Isabela\u00a0Prado. O livro re\u00fane documenta\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es acerca do projeto, bem como lan\u00e7a luz em torno das pesquisas que\u00a0Isabela\u00a0Prado\u00a0vem realizando desde 2006, as quais desaguaram em\u00a0Sobre o rio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m disso, o livro inclui uma s\u00e9rie de trabalhos in\u00e9ditos de\u00a0Isabela\u00a0Prado, intitulada Futuro do Pret\u00e9rito,\u00a0elaborada a partir do di\u00e1logo entre fotografias antigas e atuais de Belo Horizonte. As imagens antigas foram realizadas nas d\u00e9cadas de 1920, 1960 e 1970, e mostram momentos distintos de canaliza\u00e7\u00e3o dos c\u00f3rregos presentes no munic\u00edpio. As imagens atuais procuram replicar de forma aproximada a localiza\u00e7\u00e3o e o ponto de vista das antigas, de modo a explicitar as altera\u00e7\u00f5es na paisagem da cidade devido ao apagamento de seus cursos d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para o jornalista Rog\u00e9rio Faria Tavares, presidente da Academia Mineira de Letras, o livro \u00e9 mais que o registro de uma interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica feita na cidade: &#8220;A publica\u00e7\u00e3o oferece uma excelente entrevista com Isabela Prado, por meio da qual \u00e9 poss\u00edvel conhecer o seu pensamento sobre o trabalho realizado em Belo Horizonte. As fotos que o documentam s\u00e3o valiosas. Os ensaios inclu\u00eddos no volume tamb\u00e9m s\u00e3o preciosos, expandindo as reflex\u00f5es sobre as cidades e suas rela\u00e7\u00f5es com os rios. A leitura flui leve, prazerosa. O projeto gr\u00e1fico \u00e9 elegante e seduz imediatamente os leitores&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">SERVI\u00c7O:<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Academia Mineira de Letras<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Exposi\u00e7\u00e3o \u201cCartografia Imagin\u00e1ria: Rua da Bahia\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Data:<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Abertura: 8 de outubro, \u00e0s 10h<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Visita\u00e7\u00e3o: de 9 de outubro a 15 de novembro<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Funcionamento: de ter\u00e7a a sexta de 10h \u00e0s 19h<\/p>\n<p dir=\"ltr\">S\u00e1bado de 10h \u00e0s 16h<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Entrada gratuita<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Lan\u00e7amento do livro \u201cSobre o Rio\u201d, da artista e professora Isabela Prado<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Bate-papo com a autora, com media\u00e7\u00e3o de Janaina Melo e a participa\u00e7\u00e3o de Michele Arroyo e Roberto Monte-M\u00f3r<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Data: 8 de outubro, \u00e0s 10h<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/academiamineiradeletras.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/academiamineiradeletras.org.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1665260926243000&amp;usg=AOvVaw0SiuCGGZvU6FrVQYRSY18K\">https:\/\/<wbr \/>academiamineiradeletras.org.<wbr \/>br\/<\/a><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/amletras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.instagram.com\/amletras\/&amp;source=gmail&amp;ust=1665260926243000&amp;usg=AOvVaw18Hoqx8RoVj1b8m_pGBNr7\">https:\/\/www.instagram.com\/<wbr \/>amletras\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cartografia Imagin\u00e1ria &#8211; Bruna Brandao. 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